Mercado projeta Selic em 12,5% no fim de 2027: o que muda no crédito
O primeiro Focus após o segundo turno aponta queda gradual dos juros até 2027. Para o investidor com capital próprio, o momento ainda favorece a negociação.

O Boletim Focus de 3 de novembro, o primeiro depois do segundo turno das eleições, trouxe expectativas mais altas para a economia. Os analistas consultados pelo Banco Central passaram a projetar a Selic em 13,5% no fim de 2026, ante 13,25% na semana anterior, e em 12,5% no fim de 2027.
A inflação esperada para 2026 subiu de 5,19% para 5,22%, e a de 2027 ficou em 4,76%, ainda acima do teto da meta. O dólar projetado para o fim deste ano foi a R$ 5,34. A previsão de crescimento do PIB em 2026 caiu levemente, para 1,76%.
Copom confirmou a cautela
Um dia depois, o Copom manteve a Selic em 13,75%. A projeção de 13,5% para dezembro indica que parte do mercado ainda contava com um corte na última reunião do ano. O próximo Focus, na segunda-feira (9), vai mostrar como as apostas reagiram à pausa.
O que isso significa para o investidor
Se as projeções se confirmarem, a Selic sairá dos 13,75% atuais para 12,5% até o fim de 2027, uma queda de 1,25 ponto em pouco mais de um ano. Isso tende a baratear o financiamento imobiliário de forma lenta, sem uma virada brusca de demanda no curto prazo.
Para quem tem capital próprio, um período de crédito ainda restrito costuma significar mais espaço para negociar preço e condições. Para quem depende de financiamento, a simulação deve considerar as taxas de hoje, e não um corte de juros que ainda é só expectativa.





